terça-feira, 2 de agosto de 2016

Santa Rita é notícia - SxSW inspira evento de formato inovador no Sul de Minas Gerais

SxSW inspira evento de formato inovador no Sul de Minas Gerais 

Os ingressos para a segunda edição do Hack Town já estão sendo vendidos online a preço promocional de R$50,00. O evento acontece na mineira Santa Rita do Sapucaí, próximo à capital paulista, nos dias 2, 3 e 4 de setembro, e promete superar o já surpreendente sucesso da primeira edição. 
Inspirado em eventos de alto impacto como o SxSW, em Austin, nos Estados Unidos, e o Festival Path, em São Paulo, o Hack Town (http://www.hacktown.com.br) promove mais de 100 atividades em um único final de semana. São palestras, debates, oficinas e meetups. Além disso, acontecerão shows autorais e exposições em uma cidade que, apesar do seu tamanho, Santa Rita do Sapucaí agrega 40 mil habitantes, é um dos polos de tecnologia e startups mais consistentes do país. A cidade conta com mais de 150 empresas, as quais empregam cerca de 10 mil pessoas. 
O Dia D, como chamam os organizadores, será o sábado, dia 03 de setembro, quando serão realizadas mais de 80 palestras, debates, exposições e shows - tudo ao mesmo tempo. Será uma oportunidade propícia para conexões entre pessoas e troca de ideias em toda a cidade, durante todo o dia. Entre os palestrantes, estão: Vitor Lentini Faria (Gerente do time de desenvolvimento de produtos em Watson Health, área da IBM que tem a missão de transformar a saúde no mundo); Alessandra Santos de Oliveira (ex-jogadora da Seleção Brasileira de Basquete e da WNBA); Thiago Delfino (Head de Consumer Insights no Google Brasil); Claudio Olmedo (criador do Projeto "One Dollar Board", que busca democratizar a programação em hardware para crianças de países em desenvolvimento); Jesper Rhodes (da Hyper Island); Daniel Quiteque (fundador da Liga Empreendedora Angolana); Altair Assumpção (CEO do Instituto InnovAction); Maria da Paz Melo (Artista Plástica e Professora reconhecida pelo Prêmio Educador Nota Dez, da Fundação Victor Civita); entre dezenas de outros nomes que vem realizando coisas incríveis mundo afora. 
Já a sexta, 02 de setembro, será data de três palestras iniciais no período da noite, no Inatel, considerado por muitos especialistas o "MIT" brasileiro: Boo Aguilar, Head of Next Gen Experiences na FLAGCX, falará sobre Realidade Virtual; Elisa Carlos Pereira, gerente de inovação da Agencia Brasileira de Desenvolvimento da Industria, sobre a aproximação entre startups e industrias; e a atriz Rafaela Jacon falará sobre como viver de arte. O domingo, 04 de setembro, será focado em workshops. 
Pela proximidade de Santa Rita do Sapucaí com São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o Hack Town atrai participantes de todo o país em busca de ideias inovadoras. Para Ralph Peticov, um dos organizadores do evento, "o Hack Town é um encontro para reunir pessoas curiosas que queiram compartilhar conhecimento e experiências criativas e inovadoras". Carlos Henrique Vilela, idealizador do projeto, lembra que qualquer pessoa pode e precisa tentar fazer algo diferente e inovar. Por isso, o Hack Town reúne músicos, engenheiros, chefs e está aberto a quem queira participar dessa experiência colaborativa e integrativa, sendo uma bem-sucedida rede de conexão de pessoas, um encontro de curiosos. Entre os assuntos das palestras deste ano estão: Machine Learning; Artes; Cidades Criativa; Computação Cognitiva; Design Thinking; Processos Criativos; Empreendedorismo; Economia Colaborativa; Smart Cities; Realidade Virtual; Música; Gastronomia; entre muitos outros. O Hack Town acontece nos dias 02/09 (a partir de 19:30), 03/09 (a partir de 8:00) e 04/09 (a partir de 9:00). Para obter mais informações sobre o evento e comprar ingresso pelo preço promocional de R$50,00, é só visitar o site 
http://www.hacktown.com.br

Fonte:
http://exame.abril.com.br/negocios/dino/noticias/sxsw-inspira-evento-de-formato-inovador-no-sul-de-minas-gerais.shtml

Santa Rita é notícia - Evento coloca Santa Rita do Sapucaí no mapa mundial da inovação

Evento coloca Santa Rita do Sapucaí no mapa mundial da inovação 

Imagine passar por um bar, pedir uma cerveja, e, ali mesmo, assistir a uma palestra chamada "Machine Learning: Seremos dominados ou substituídos pelas máquinas? Como tudo isso vai mudar o mundo?", em um ambiente intimista com 20 ou 30 pessoas, ministrada pelo responsável do time de desenvolvimento de produtos em Watson Health, área da IBM que tem a missão de transformar a saúde no mundo? Imagine agora, sair dali, passar por uma feirinha gastronômica, comer uma porção de algo tipicamente mineiro, assistir a um pocket show de rock autoral, passar por uma exposição de fotos, e, em uma pracinha interiorana, experimentar um óculos de realidade virtual, enquanto bate-papo com algumas das mentes mais criativas do país? 

Imagine então, depois disso tudo, entrar em um casarão colonial mineiro, daqueles bem antigos, onde funciona um restaurante típico, e assistir a um papo sobre inovação com o Head de Consumer Insights do Google, ou com um dos gerentes de marketing do Uber? Ou então, ouvir um artista plástico, um músico, uma arquiteta especializada em sustentabilidade, um escritor que fala da cultura local, especialistas em internet das coisas e cidades inteligentes, e até mesmo com uma ex-jogadora de basquete da seleção brasileira e da WNBA? Agora imagine tudo isso em um evento que visa democratizar este tipo de conhecimento, por um preço de apenas R$50,00. 
Em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, isso é possível. A cidade de 40 mil habitantes, localizada a cerca de 200 km da capital paulista, recebe pela segunda vez o Hack Town, evento de criatividade e inovação que promoverá em 02, 03 e 04 de setembro de 2016, mais de 100 atividades, entre palestras, debates, workshops e meetups. Além das atividades oficiais, haverá também diversos acontecimentos independentes, como feiras gastronômicas, pequenos shows de bandas locais que compõem uma das cenas de rock mais talentosas do país, e até mesmo festas e happy hours que, junto aos conteúdo oficial do Hack Town, proporcionarão um final de semana que entrará para a história da cidade, e até mesmo do país. 
O Vale da Eletrônica, como é conhecida Santa Rita do Sapucaí, conta com mais de 150 empresas na área de tecnologia. Além disso, é um dos principais ecossistemas de startups do país e, apesar do seu tamanho minúsculo e da sua aparência interiorana, sedia o Inatel, instituição de tecnologia chamada por muitos de o "MIT" brasileiro, em referências à inovadora instituição de ensino norte-americana. 
Para Marcos David, um dos organizadores do Hack Town, qualquer pessoa pode e precisa tentar fazer algo diferente e inovar. "Os profissionais que fazem a diferença no mundo atual, em qualquer área, possuem conhecimento especializado, mas também precisam de um amplo repertório interdisciplinar", ressalta. Por isso, conclui, o Hack Town reúne designers, engenheiros, publicitários, pesquisadores, chefs, músicos, artistas plásticos, e está aberto a quem queira participar dessa experiência colaborativa e integrativa. Entre os assuntos deste ano, tem destaque: Machine Learning; Tecnologia aplicada ao Marketing e à Publicidade; Cidades Criativas; Economia Colaborativa, Formas de crescimento e aceleração para Startups inovadoras; Design Thinking; Mídias Digitais; Realidade Virtual; Música; entre muitos outros. 
Para conferir a programação completa basta acessar o site do evento - 
http://www.hacktown.com.br

Fonte: https://noticias.terra.com.br/dino/evento-coloca-santa-rita-do-sapucai-no-mapa-mundial-da-inovacao,3b00ca899dd25d0d597cc518f3dc725a8hrk8kca.html

sábado, 10 de outubro de 2015

Santa Rita é notícia - MCTI e revista Inovação mapeiam as dez cidades mais inovadoras do país

MCTI e revista Inovação mapeiam as dez cidades mais inovadoras do país 

O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) – a pedido da Inovação – Revista Eletrônica de P,D&I, que completa um ano nessa edição – mapeou as dez cidades brasileiras com maior potencial inovador, que serão apresentadas, a partir de hoje, em uma série de reportagens na revista. Baseado não somente no desenvolvimento tecnológico, Jorge Mário Campagnolo, coordenador da secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, elencou as cinco capitais e as cinco cidades do interior que melhor combinam a promoção da inovação com qualidade de vida, interação entre os players, políticas de incentivo e desenvolvimento econômico. E o resultado foi o seguinte: 

O ranking 

CAPITAIS 

1º. Florianópolis 
2º. Porto Alegre 
3º. Curitiba 
4º. Recife 
5º. Rio de Janeiro 

INTERIOR 

1º. Campinas 
2º. São José dos Campos 
3º. São Carlos 
4º. Santa Rita do Sapucaí 
5º. Campina Grande 

Na avaliação de Campagnolo, a inovação se sustenta na formação de pessoas bem qualificadas, por isso apontam-se as cidades mais inovadoras do Brasil com base nos municípios que tenham boas universidades, centros de pesquisa e institutos de ciência e tecnologia. “Esse é o primeiro ponto. A inovação é um processo que precisa de pessoas bem qualificadas, que sejam capazes de agregar valor a produção, processos ou serviços”, afirma. Florianópolis e Campinas, cidades que lideram seus respectivos rankings, possuem igualmente onze instituições de ensino superior cada. No caso da capital catarinense, duas são federais e uma estadual; já em Campinas, apenas uma se enquadra na categoria de universidade pública: a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), as demais são todas privadas. 

Outro ponto destacado por Campagnolo tem relação com o ambiente, que precisa ser favorável para pessoas mais empreendedoras e criativas. “Leis municipais, iniciativas empreendedoras e a própria qualidade de vida contam bastante quando falamos em ecossistemas de inovação”, reforça o coordenador do MCTI. 
Exemplo disso, em Florianópolis, é a Fundação Certi (Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras), que foi criada em 1984 com foco em pesquisa tecnológica aplicada. 
À época de sua fundação, o Brasil demandava saltos de qualidade e desenvolvimento de know-how próprio e inovador, visando o campo da informática e a automação industrial. Hoje, a Fundação Certi atua efetivamente com TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), área automotiva e aeronáutica, indústria, energia, educação, saúde e economia criativa. Em empreendedorismo, a fundação possui um sistema de aceleração de startups, que promove o suporte ao desenvolvimento de novos empreendimentos de base tecnológica. 
Florianópolis também possui, desde 2012, um Conselho Municipal de Inovação, cujo objetivo principal é “formular, propor, avaliar e fiscalizar ações e políticas públicas de promoção da inovação para o desenvolvimento do município”, que contemplem tanto iniciativas governamentais como parcerias com agentes privados. 
Na capital catarinense há ainda a chamada Rota da Inovação, iniciativa que reúne em um mesmo lugar os diversos players da ciência, tecnologia e inovação da cidade. Criada em 2013, a rota começa no aeroporto internacional de Florianópolis e passa pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Centro Sapiens, Parque Tecnológico Alfa, Celta, Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) e Sapiens Parque. 
A história da inovação em Campinas, por sua vez, se entrelaça com a da Unicamp. Fundada em 1966, a universidade nasceu com o propósito de ser fortemente ligada ao setor produtivo, segundo o projeto do professor Zeferino Vaz, e atendendo o apelo desenvolvimentista do período, em pleno regime militar. Esse perfil fomentou, desde então, a criação do ecossistema que hoje atinge resultados significativos em âmbito nacional e reconhecimento internacional. Para se ter uma ideia, a Unicamp responde hoje por 15% de toda a pesquisa acadêmica do Brasil e é uma das universidades que lidera, em número de patentes, o ranking do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 
Outras instituições que colaboram fortemente para esse ecossistema de inovação são os parques científicos e tecnológicos. Existem cinco parques hoje na cidade. São eles: o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, criado em 2008, a Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), de 1991, o Centro da Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, de 1982, CPqD, de 1976, e Technopark, de 1997. 
Das iniciativas mais recentes, foi criado em 2013 o Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, vislumbrando apoio ao desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação da cidade. Este ano, a cidade avançou nas políticas voltadas ao ecossistema e lançou o Plano Estratégico de Ciência, Tecnologia e Inovação. 
Segundo informações da prefeitura de Campinas, o planejamento aponta políticas públicas para as empresas e para a sociedade. O executivo municipal participa com incentivos fiscais, financiamento à inovação e o fortalecimento dos parques tecnológicos. 
“As duas cidades são exemplos de iniciativas inovadoras. Há onze anos, criamos a Lei de Inovação Federal. Hoje, boa parte dos estados tem as suas e alguns municípios começaram a seguir o mesmo movimento. A base legal para transferência de tecnologia e empreendedorismo passa segurança jurídica e facilita o processo para as empresas se tornarem mais competitivas”, afirma Campagnolo. 
No entanto, há muito o que avançar. Não é de hoje que players ligados à inovação cobram revisão do marco regulatório, agilidade no registro de patentes, maior segurança jurídica, redução da burocracia e continuidade de políticas públicas. “Sei que ainda estamos caminhando. O que temos não está suficiente, pois há muitas amarras. A Lei 8.666 (sobre licitações e contratos administrativos) é um exemplo, porque não condiz com a rapidez da inovação. E quando se fala em inovação, a morosidade pode ser fatal”, completa. 

Investimentos para poder crescer 

Para que mais cidades remontem o exemplo das dez cidades do ranking, investimentos em ciência e tecnologia (C&T) são essenciais. De acordo com dados do MCTI, o dispêndio nacional em C&T passou de R$ 22,1 bilhões, em 2003, quando representava 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto); para R$ 85,6 bilhões, em 2013, alcançando participação de 1,66%. Dentro desses números, os gastos com P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) representaram R$ 17,1 bilhões em 2003. E passaram para R$ 63,7 bilhões na década seguinte. 

No caso das cidades listadas no ranking, podemos observar os esforços de seus respectivos estados para investir em C&T. Com base nos dados do MCTI e no ranking das cidades elaborado pela Inovação – Revista Eletrônica de P,D&I, São Paulo (4,11%), Paraná (1,45%), Rio de Janeiro (1,02%) e Santa Catarina (0,86%) foram os estados com maior dispêndio dos governos estaduais em P&D, em relação às receitas totais. 

Estados cujas cidades integram o ranking: dispêndios dos governos estaduais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o percentual em relação às receitas totais, em 2013: 

1º. São Paulo – 4,11% (acima de R$ 1 bilhão) 
2º. Paraná – 1,45% (entre R$ 501 milhões e R$ 1 bilhão) 
3º. Rio de Janeiro – 1,02% (entre R$ 501 milhões e R$ 1 bilhão) 
4º. Santa Catarina – 0,86% (entre R$ 201 milhões e R$ 500 milhões) 
5º. Paraíba – 0,49% (entre R$ 51 milhões e R$1 00 milhões) 
6º. Minas Gerais – 0,41% (entre R$ 201 milhões e R$ 500 milhões) 
7º. Pernambuco – 0,26% (entre R$ 51 milhões e R$ 100 milhões) 
8º. Rio Grande do Sul – 0,22% (entre R$ 101 milhões e R$ 200 milhões) 

O aumento nos investimentos também exigiu mais recursos humanos. Nos anos 2000, eram 231.158 pesquisadores e pessoal de apoio atuando em P&D no Brasil. Já em 2010, data da última atualização desse levantamento do MCTI, a quantidade dobrou, chegando a 469.257. Os resultados desses reforços podem ser observados no número de depósitos de patentes, um dos principais indicadores de inovação. Em 2014, foram 33.182 pedidos de registro junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). E de janeiro a agosto de 2015, já chega a 21.142 o número de requisições. 

Depósitos de patentes (propriedade intelectual, modelo de utilidade e certificado de adição) feitos pelos municípios em 2014, de acordo com o INPI: 

Capitais 

1º. Florianópolis – 51 patentes 
2º. Porto Alegre – 181 patentes 
3º. Curitiba – 252 patentes 
4º. Recife – 100 patentes 
5º. Rio de Janeiro – 403 patentes 

Interior 

1º. Campinas – 250 patentes 
2º. São José dos Campos – 51 patentes 
3º. São Carlos – 42 patentes 
4º. Santa Rita do Sapucaí – 13 patentes 
5º. Campina Grande – 9 patentes 

Pedidos de patentes em 2014 feitos pelos Estados das cidades listadas no ranking: 
1º. São Paulo – 2.934 patentes 
2º. Rio Grande do Sul – 737 patentes 
3º. Minas Gerais – 709 patentes 
4º. Paraná – 668 patentes 
5º. Rio de Janeiro – 585 patentes 
6º. Santa Catarina – 510 patentes 
7º. Pernambuco – 143 patentes 
8º. Paraíba – 42 patentes 


Interessado nos diferenciais de cada município? A partir de agora, a Inovação – Revista Eletrônica de P,D&I publica quinzenalmente o perfil de cada uma das cidades do ranking. A primeira delas é Florianópolis, em Santa Catarina. 


Fonte: da Inovação – Revista Eletrônica de P,D&I . - Juliana Ewers, Marina Gomes e Carolina Octaviano em 05/10/2015 
Juliana Ewers é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e possui especialização em Gestão de Comunicação com o Mercado, pela Esamc. Atuou como repórter do Jornal Metro e do Grupo Bandeirantes de Comunicação . É editora assistente da Inovação – Revista Eletrônica de P,D&I .

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Santa Rita é notícia - Un valle tecnológico con 40.000 habitantes y 153 empresas

 Un valle tecnológico con 40.000 habitantes y 153 empresas 

Santa Rita

A 234 kilómetros de Sao Paulo, unas tres horas en carro, se encuentra Santa Rita do Sapucaí, una ciudad cuya cantidad de habitantes a duras penas podría llenar el estadio El Campín pero en la que se encuentran 153 empresas tecnológicas que emplean a más de 14.000 personas en Brasil. 
Santa Rita es una ciudad paradójica. Su tranquilidad se asemeja a la de cualquier pueblo colombiano. El tráfico no es abundante y, después de las ocho de la noche, la mayoría de las tiendas ya ha cerrado. Sin embargo, la quietud de la ciudad de 40.000 habitantes contrasta con la actividad comercial de las empresas del lugar que, en su totalidad, logran una facturación anual de US$984 millones. La llaman el valle tecnológico de Brasil. 
 Los productos que salen de este lugar son exportados a 41 países, principalmente de Europa y Asia a sectores electrónicos, de telecomunicaciones, seguridad, informática, radiodifusión, entre otros. La región empezó a consolidarse como un sitio estratégico con la fundación de la Escuela Técnica Electrónica, en 1959, convirtiéndose en la primera de su tipo en América Latina. El fortalecimiento siguió seis años después con la creación del Instituto Nacional de Telecomunicaciones (Inatel). Leonardo de Maia, coordinador de la oficina Internacional de Inatel, asegura que la región empezó a cambiar de un lugar con haciendas productoras de café y leche para convertirse “en una ciudad de tecnología”. “Tanto la Escuela como Inatel cambiaron la historia de acá”, dice. Maia resalta cómo se fue creando una cadena de producción empresarial desde la educación. Dice que a los estudiantes no solo se les forma académicamente, sino que los promueven a emprender. Para esto, tienen una incubadora desde 1992 de la que han salido 60 empresas con, dice Maia, un porcentaje de éxito de 94%. 
Roberto de Souza Pinto, presidente del Sindicato de las Industrias de Aparatos Eléctricos del Valle de la Electrónica (Sindvel), considera que el aspecto diferencial “es la capacidad emprendedora como aliada a la formación de mano de obra. La región tiene instituciones de enseñanza técnica y superior que forman el capital humano que las propias industrias absorben”. 
En Santa Rita, se encuentran empresas como Hitachi, de transmisión de señales y que tiene 40% del mercado brasilero o Leucotron, de telefonía IP con más de 400 concesionarias asociadas en todo el país. Uno de los productos más destacados del Valle es el estándar brasileño de convertidor digital y que ha sido adoptado en 16 países que le llegan a 562 millones de personas. Según las cifras oficiales, las exportaciones de las empresas de la región tuvieron una facturación de US$64 millones en 2014. 

Viernes , Julio 17, 2015 

Para contactar al autor de esta nota: 
Carlos Rodríguez Salcedo 
crodriguez@larepublica.com.co 

Editor de esta nota: 
Tatiana Arango 
tarango@larepublica.com.co 
Fonte: http://www.larepublica.co/un-valle-tecnol%C3%B3gico-con-40000-habitantes-y-153-empresas_277726

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Santa Rita é notícia - Entenda por que Santa Rita do Sapucaí é uma potência tecnológica em Minas

Entenda por que Santa Rita do Sapucaí é uma potência tecnológica em Minas 

Santa Rita do Sapucaí, no Sul de MG, tem 40 mil habitantes e 153 empresas inovadoras. Ali, união entre academia, indústria e governo é a receita para a fórmula do sucesso

Cidade encrustrada entre montanhas teve incentivo de criar polo de tecnologia nos idos de 1950, assim como o Vale do Silício, nos Estados Unidos 

 Todo dia, em média, três novas tecnologias de ponta saem do forno de indústrias da pequena Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, prontas para entrar no mercado mundial. Lá, a tranquilidade típica do interior contrasta com o ritmo acelerado das inovações. O município de apenas 40 mil habitantes abriga o Vale da Eletrônica, formado por três instituições de ensino e 153 empresas de setores que vão da informática à telecomunicação. Não por acaso, o lugar é comparado ao Vale do Silício, polo tecnológico na Califórnia, nos Estados Unidos, criado na mesma época, nos anos 1950. Mais de 13 mil produtos são fabricados na cidade mineira, que deixou parte da tradição do café e do leite para se enveredar no universo dos fios, placas e softwares. Desde então, Santa Rita criou filhos ilustres, como a urna eletrônica, o chip do passaporte eletrônico e o transmissor de TV digital nacional, para citar apenas três deles. Somente no ano passado, o Vale da Eletrônica, situado entre as montanhas que cercam o Rio Sapucaí, faturou R$ 3 bilhões. “Somos o maior polo tecnológico de eletroeletrônica do Brasil e único cluster maduro da área no país”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto. Significa dizer que Santa Rita do Sapucaí reúne toda a cadeia produtiva, desde a pesquisa, o desenvolvimento até a fabricação do produto.

 
E o Vale da Eletrônica não para de lançar equipamentos e tecnologias de olho nas demandas do mercado nacional e internacional – a região exporta produtos para 41 países. No mês passado, empresas santa-ritenses apresentaram em São Paulo, na Exposec, maior feira da América Latina do setor de segurança eletrônica e patrimonial, as mais modernas tecnologias do setor desenvolvidas no Sul de Minas. Estão entre elas uma central de alarmes em miniatura com 400 sensores e um filtro de linha que elimina o consumo stand-by de aparelhos eletrônicos e chega a economizar até 15% de energia. A precursora desse processo de inovação foi a santa-ritense Luzia Rennó Moreira, a Sinhá Moreira. Mulher viajada e à frente de seu tempo, ela fundou no município, em 1959, a Escola Técnica de Eletrônica (ETE), primeira de nível médio da América Latina. Seis anos depois, foi criado o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), primeiro centro de ensino e pesquisa a oferecer curso superior na área de telecomunicação. Para completar, também se estabeleceu na cidade a FAI, centro de ensino superior em gestão, tecnologia e educação.

 
A formação de estudantes empreendedores, ligados à área de tecnologia e inovação, foi passo decisivo para impulsionar o polo eletroeletrônico em Santa Rita do Sapucaí. Atualmente, o Vale da Eletrônica emprega 14 mil trabalhadores, muitos formados pelas instituições de ensino do município. “A expansão da educação plantou uma semente em Santa Rita que permitiu a transformação da realidade”, afirma o diretor do Inatel, Marcelo de Oliveira Marques, que comemora os 50 anos da instituição. Roberto Souza Pinto reforça que a primeira empresa da cidade, que atualmente pertence a uma multinacional japonesa, surgiu dentro da escola técnica. “Isso quando nem se falava em incubadora de empresas. Santa Rita é uma fábrica de fábricas”, afirma. “Hoje, Santa Rita é a menina dos olhos do Brasil. Os empresários são técnicos, têm mestrado, doutorado. A empresa tem mercado, produto, gestão”, diz. O presidente do Sindvel atribui o sucesso da região a uma “tríplice hélice”, formada por academia, indústria e governo. “Esses grandes diferenciais do vale só são possíveis e viáveis por meio dos benefícios oferecidos pelo governo e, caso eles se extirpem, a geração de renda, de emprego e os ganhos serão repassados para outros países que detiverem uma tecnologia parecida e mais competitividade. Se não há incentivo fiscal, não há competitividade”, afirma.

Fonte: Flávia Ayer – Estado de Minas em 22/06/2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

Santa Rita é notícia - Com R$ 160, estudantes criam projeto que monitora gasto de água

Com R$ 160, estudantes criam projeto que monitora gasto de água 

Com aplicativo, usuários podem determinar quanto pretendem gastar. 
Ideia foi criada na ETE de Santa Rita do Sapucaí e já recebeu prêmios. 

Veja vídeo aqui.

Com apenas R$ 160, três estudantes da Escola Técnica de Eletrônica (ETE) de Santa Rita do Sapucaí (MG) criaram um projeto que facilita o monitoramento de consumo de água e auxilia a população durante os tempos de escassez. O equipamento criado por eles é capaz de controlar os gastos e ainda gerar pequenas quantidades de energia elétrica para ajudar na iluminação da casa. 
 O mecanismo é simples: ele pode ser implantado na tubulação de água das casas e mede o consumo. Em seguida, gera energia. Uma facilidade do projeto é a criação de um aplicativo, onde por meio do celular, o usuário pode determinar a quantidade de água que quer gastar durante o mês. Caso o gasto seja maior que o esperado, o hidrômetro é zerado, indicando que é preciso economizar. 
“Existe um sensor que é acoplado na saída da caixa e emite alguns sinais elétricos, que passam em uma unidade de controle e depois são convertidos para a quantidade de litros circulados naquele momento”, disse o aluno Fernando Costa. 
A ideia, segundo os estudantes, surgiu quando os professores pediram projetos inovadores para uma feira da escola. O equipamento é capaz de gerar 3,5 watts por hora e se for utilizado por quatro horas, consegue manter uma lâmpada de led acesa durante todo o dia. 
“Ele também consegue gerar energia com esse fluxo de água que está entrando na residência através de uma conexão, que pode alimentar a iluminação noturna de uma casa”, explicou o professor de eletrônica Fábio Carli Rodrigues.
Projeto pretende economizar água e gerar energia elétrica em Santa Rita do Sapucaí (Foto: Reprodução EPTV) 

E quem conferiu o projeto, gostou. A faxineira Márcia Maria Dias Vilela está disposta a implantar na própria casa. “Na crise que estamos hoje, todos deveriam ter em casa para economizar água”, comentou. 
Contudo, ainda não há previsão de produção para a venda, embora o projeto já tenha sido premiado pela Associação Brasileira de Incentivo à Ciência. Na próxima semana ele será apresentado na 13ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, em São Paulo (SP).
Fonte: G1 Sul de Minas

Santa Rita é notícia - Sistema reduz até 40% do consumo de água em plantações

Sistema reduz até 40% do consumo de água em plantações 

Solução já recebeu prêmios e ganhou destaque na Campus Party 2015 


 Com a crise hídrica, soluções de economia são sempre bem-vindas e a empresa SPIn - Sistemas de Plantações Inteligentes, incubada no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, desenvolve um produto que possibilita uma economia de até 40% de água em irrigações no campo. Os empreendedores da startup marcaram presença na Campus Party, em São Paulo. Eles foram selecionados pelo Sebrae entre 200 startups do Brasil e puderam apresentar o produto para um público diversificado, que podia votar nas ideias mais interessantes. Entre 200 projetos apresentados, eles foram o 24º melhor votado. Durante a feira, foram destaque em uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, sobre a crise hídrica, exibida no domingo, dia 8. "A Campus Party possibilitou uma aproximação com investidores. Fomos pra lá focados em fazer parcerias e apresentar nossa ideia para pessoas que tem interesse em investir," afirma o estudante de Engenharia da Computação do Inatel e sócio da SPIn, Luiz Claudio de Andrade. 
 O sistema de monitoramento online, denominado SPInAPP, automatiza a plantação, oferece melhor utilização dos recursos naturais e matéria prima, além de reduzir também o consumo de energia. "Cerca de 80% da água gasta no mundo é com a irrigação. O SPInAPP tem um cálculo do quanto de água a planta perde por dia. Ligando o cálculo ao sistema de irrigação é possível irrigar a quantidade necessária que a planta precisa por dia, nem mais nem menos", afirma o sócio da SPIn, Wellington Faria. O SPInAPP está em fase de teste e a previsão é que chegue ao mercado no final deste ano. Contudo, já tem atraído a atenção de produtores rurais e investidores. 

 O início e o reconhecimento 


 O projeto do SPInAPP começou a ser desenvolvido em 2013, depois que produtores de morango da região do sul de Minas Gerais sofreram uma perda de 80% da produção, decorrente de problemas climáticos. Na época, os alunos do Inatel Luiz Cláudio de Andrade Junior, Pedro Lúcio Leoni de Andrade Junior, Vitor Ivan D'Angelo e Wellington Faria decidiram criar um projeto voltado para o agronegócio. O projeto foi apresentado pela primeira vez na Feira Tecnológica do Inatel - Fetin - em 2013, e ficou em primeiro lugar. No mesmo ano, ganharam o prêmio de Projeto Mais Empreendedor, da Angels Club e, em 2014, faturaram o prêmio Inovação da Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí e entraram para a Incubadora de Empresas do Inatel. A SPIn também é finalista este ano da Telit Cup Brasil, da empresa Telit Wireless Solution. 

 Incubadora do Inatel 

 A Incubadora de Empresas e Projetos do Inatel é considerada a melhor do país para desenvolvimento local e setorial pela Anprotec - Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Localizada no campus do Instituto Nacional de Telecomunicações - Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, a Incubadora possui oito empresas residentes e 57 empresas graduadas, que juntas geram cerca de 750 empregos diretos e uma receita superior a R$ 110 milhões por ano. 
Fonte:  http://www.segs.com.br em 20/03/2015

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Santa Rita é notícia - 50 coisas que você não pode deixar de fazer em Santa Rita do Sapucaí


50 coisas que você não pode deixar de fazer em Santa Rita do Sapucaí 

Esteja de passagem ou more nesta surpreendente cidade de 40 mil habitantes do Sul de Minas, seguem dicas preciosas para usufruir o melhor que Santa Rita do Sapucaí tem a oferecer.

Santa Rita é notícia - 23 indícios de que uma cidade no Sul de Minas Gerais pode se tornar a Austin brasileira

23 indícios de que uma cidade no Sul de Minas Gerais pode se tornar a Austin brasileira.


Santa Rita é notícia - Cidades do Sul de MG estão entre as 10 mais desenvolvidas de MG

Cidades do Sul de MG estão entre as 10 mais desenvolvidas de MG

Santa Rita do Sapucaí é a melhor colocada da região, diz índice do Firjan. 
Varginha, Pouso Alegre, Poços de Caldas e Itajubá completam a lista. 

Cinco cidades do Sul de Minas estão entre as 10 mais desenvolvidas de Minas Gerais, de acordo com o índice Firjan de desenvolvimento municipal, da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Compõem a lista Santa Rita do Sapucaí (3º), Varginha (4º), Pouso Alegre (5º), Poços de Caldas (9º) e Itajubá (10º). 

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal é um estudo do Sistema FIRJAN que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de mais de 5 mil municípios brasileiros em áreas como emprego e renda, educação e saúde. Criado em 2008, ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde. 

Além das cinco cidades da região, outros 22 municípios do Sul de Minas estão entre as 100 mais desenvolvidas do Estado. Clique aqui para conferir a lista completa. 

Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal

Fonte: G1 Sul de Minas em 05/11/2014 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ninguém vive sem um pouco de poesia... - Carpinejar

Pulo frutas
para roubar muros. 
Eu me seco
quando levo susto. 
Sempre nos momentos 
em que nada acontece, 
tudo é possível. 
(Carpinejar em “Como no céu”)

Santa Rita é notícia - Inspirado pelo pai, estudante cria cadeira especial no Sul de Minas

Inspirado pelo pai, estudante cria cadeira especial no Sul de Minas 

Invenção promete deixar corpo em pé e dar movimentos a paraplégicos. 
Aos 18 anos, jovem já conseguiu reconhecimento pelo projeto.
Cadeira permite que pessoas com deficiência física possam ficar de pé e se locomover (Foto: Daniela Ayres) 

Os olhos de Walef Ivo Carvalho, de 18 anos, brilham ao mostrar a evolução de seu famoso invento na garagem no Centro de Santa Rita do Sapucaí (MG), na casa onde mora pai, parte importante nesse trabalho. Walef mesmo testa o aparelho. Arruma os cintos em volta das pernas e do corpo, simulando estar preso a uma cadeira de rodas. Aos poucos, o projeto de nome complicado, “cadeira ortostática dinâmica”, o deixa em pé de novo. Com o toque em um botão, o aparelho vai para frente, para trás, para os lados. Promete o movimento que um acidente tirou da vida de muitos. “Você tem uma vida sem dificuldades e, de uma hora para outra, você se vê limitado”, comenta em um tom reflexivo. “A minha ideia é ver isso aqui em um supermercado, para que o cadeirante tenha liberdade de pegar um produto em uma prateleira mais alta se ele quiser. Um professor nessas condições poderia se levantar para escrever no quadro. Essas pequenas conquistas mudam a qualidade de vida, fazem diferença para a autoestima”, diz e abre um sorriso de canto a canto do rosto novamente. Walef sabe do que está falando. Há oito anos, o pai, Leandro Aparecido de Carvalho, chegou a perder todos os movimentos do corpo. Quem vê o serralheiro de 35 anos mal acredita que ele teve a tetraplegia como prognóstico.
Walef simula como cadeira seria usada por um deficiente físico (Foto: Daniela Ayres) 

“Era véspera do Natal de 2006”, recorda-se Leandro, hoje com 35 anos. “A gente tinha chegado da missa. Estava quente e eu fui dar um mergulho na piscina. Caí de cabeça e daí por diante não me lembro de mais nada.”
Pai de inventor de cadeira ortostática dinâmica chegou a perder todos os movimentos do corpo (Foto: Daniela Ayres) 

Segundo o pai de Walef, o acidente lhe deixou apenas os movimentos da cabeça. Os médicos pareciam pouco otimistas. Depois de uma semana internado, a possibilidade de uma cirurgia lhe trouxe a chance de, pelo menos, conseguir se sentar. “O médico disse que minhas chances eram de 3% a 10%. Eu decidi lutar para ficar muito além disso. Coloquei na cabeça que se quisesse voltar a andar, teria que ficar de pé”, conta. Na época, ajudado pelos três irmãos, também serralheiros, uma estrutura com roldanas foi improvisada para que Leandro conseguisse ficar alguns momentos fora da cadeira. Na sequência vieram as sessões de fisioterapia no Centro de Desenvolvimento e Transferência de Tecnologia Assistiva (CDTTA), pertencente ao Inatel, em Santa Rita do Sapucaí (MG), e a recuperação gradativa dos movimentos que hoje lhe permitem circular pela cidade com a ajuda de um andador. Se um provável tetraplégico não acreditou em limites, por que Walef acreditaria? É esse sentimento que move as pesquisas do jovem. “Eu fui para a ETE (escola com ensino profissionalizante da cidade) mais para conhecer. Lá, a gente tem que desenvolver algum projeto na área tecnológica e foi nesse momento que pensei na primeira versão dessa cadeira”, conta o hoje estudante de Engenharia Biomédica.
Estudante pretende tornar cadeira independente de botões (Foto: Daniela Ayres) 

Projeto em evolução 

A cadeira ortostática, construída em 2012, lembra uma balança daquelas de inox usadas para pesar sacos de batata. A estrutura rústica, no entanto, se mostrou bastante eficiente para o propósito inicial do estudante: garantir uma postura ereta para o cadeirante. Mas, a exemplo do pai, Walef queria vencer novos limites. No projeto apresentado em uma feira da ETE, Walef trabalhou com uma equipe de colegas de sala. A proposta rendeu prêmios ao grupo durante todo o ano seguinte e preparou o terreno criativo para os avanços que chegariam em 2014. “No Inatel, eu tive acesso ao CDTTA e comecei a investir em melhorias na cadeira ortostática até chegar na cadeira ortostática dinâmica, que permite que o paraplégico se levante e se movimente”, explica. Essa segunda etapa do projeto foi desenvolvida a partir de junho deste ano e chegou a ser apresentada ao Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica. Com a inovação, Walef também obteve reconhecimento internacional e da Sociedade Brasileira com Deficiência. Mesmo sem a equipe que o auxiliou na primeira versão da cadeira, não foi uma conquista solitária. “Eu entendo muito pouco da parte mecânica. Quem me ajuda mesmo nessa parte é meu tio Luciano, é ele que encontra as soluções para as ideias que eu tenho e me ajuda a por em prática”, revela o estudante, que já se prepara para uma terceira evolução da cadeira. “Agora eu quero que ela acompanhe o movimento da cabeça, o que vai ajudar as pessoas tetraplégicas”, imagina o futuro engenheiro de biomedicina.
Walef, em primeiro plano, com o pai: troca de experiência para inovação na biomedicina (Foto: Daniela Ayres)

 Fonte: Daniela Ayres - G1 Sul de Minas em 02/11/2014

Santa Rita é notícia - Jovem cria produtos ortopédicos mais baratos e ecológicos em MG

Jovem cria produtos ortopédicos mais baratos e ecológicos em MG 

Projeto é uma alternativa para o tratamento de luxações e quebraduras.
Método se utiliza de tecnologia 3D para a produção de órteses.
Órteses de material biodegradável já podem ser feitas com impressora 3D (Foto: Daniela Ayres/ G1) 

O trabalho de pesquisa de um estudante de Santa Rita do Sapucaí (MG) pode trazer um grande avanço para o mercado de produtos ortopédicos. Aos 22 anos, Leonardo Amaral é o criador do bio-replicador, uma impressora 3D que fabrica órteses. Os primeiros testes, em um modelo de impressora construída por ele mesmo, mostram o quanto a proposta é promissora. De fácil manipulação, as peças têm baixo custo e são totalmente biodegradáveis.
Leonardo Amaral desenvolveu bio-replicador de órteses em Santa Rita do Sapucaí, MG (Foto: Daniela Ayres/ G1)

"O custo de produção fica, pelos menos, 100 vezes menor", calcula o estudante de Engenharia de Controle e Automação. "O material que eu uso já é aplicado em algumas áreas da medicina, mas não ainda nesse tipo de proposta. Como a minha impressora é pequena, eu comecei testando a ideia na fabricação de órtese para punho. Precisamos de novas pesquisas para padronizar o produto e ampliar as possibilidades dessa tecnologia", diz. Como uma caneta, a impressora traça linhas que se cruzam em várias direções. O processo é lento. Camada por camada, a peça, desenhada inicialmente em um programa de computador, vai ganhando a forma de uma tala. Para o G1, Leonardo reproduziu seu primeiro teste: a munhequeira. "Cada traço é gerado por um comando específico do computador. Para essa órtese de punho, foram necessários mais de 40 mil comandos", conta. Em média, uma órtese pequena - como a reproduzida, que serve para tratar tendinite - leva cerca de 2h para ficar pronta e, enquanto um peça tradicional sai por pelo menos R$ 30 para o paciente, a versão biodegradável de Leonardo tem custo inicial de R$ 5 a R$ 10. "Para o consumidor, custaria cerca de R$ 15", estima.
Órtese de punho tem custo de produção estimado entre R$ 5 e R$ 10 (Foto: Daniela Ayres/ G1)

Projeto 

A descoberta de Leonardo surgiu por caso. Ele conta que há dois anos se interessou pela fabricação de drones. A dificuldade em conseguir as peças para esses veículos aéreos não tripulados o levou a iniciar uma produção própria. O sucesso do empreendimento foi a base do bio-replicador. Curiosidade A matéria-prima das órteses do bio-replicador é o PLA, um plástico biodegradável à base de fontes renováveis, como milho, beterraba e cana-de-açúcar. As órteses fabricadas no Sul de Minas têm aparência sólida, mas amolecem ao serem mergulhadas em água a 60°C para que possam ser moldadas no formato do corpo. Quando mergulhadas novamente em água quente, retornam à forma original. "Eu tinha que importar peças e pagar um imposto muito alto para conseguir material para o drone. Aí comecei a ler sobre a impressora 3D, que já é usada há muito tempo para confeccionar materiais diversos e descobri que existiam projetos de código aberto, que permitiam às pessoas construírem suas próprias impressoras, e me interessei", conta. Para testar o equipamento, Leonardo fez de apito a suporte para celular. Vendia tudo a preço de custo. Em dois dias no novo empreendimento, ele ganhou R$ 550, mas o estudante queria mais. "Eu queria produzir algo que fosse diferente e tivesse a ver com a minha área de formação. Procurei um professor meu e ele me ajudou a chegar na proposta bio-replicador", diz. Leonardo é aluno do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, e foi quem desenvolveu todo o projeto da impressora 3D para fabricação de órteses. Seu orientador é o professor Francisco de Carvalho Costa, doutor em biotecnologia e que tem nos biomateriais uma de suas áreas de pesquisa. Futuro A parceria entre a engenhosidade do aluno e o estímulo do professor resultou em uma proposta que, para Leonardo, ainda está em fase embrionária. "Aperfeiçoando a tecnologia, podemos pensar na produção de próteses. Não é nada em grande escala, porque uma pessoa não vai quebrar um dedo e esperar uma impressão de três horas para obter uma tala. Mas o material pode tornar um tratamento mais rápido e acessível em situações emergenciais", avalia o estudante.
Da esq. para a dir.: Órtese em estado sólido é colocada em água quente para ser moldada ao punho (Foto: Daniela Ayres/ G1) 

Fonte: Daniela Ayres - G1 Sul de Minas em 01/11/2014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Na vitrola aqui de casa - Will you still love me tomorrow

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Santa Rita é notícia - Cidades campeãs no índice de desenvolvimento priorizam educação

Cidades campeãs no índice de desenvolvimento priorizam educação

A aposta em educação foi decisiva para dez cidades mineiras alcançarem o topo no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) no Estado. Nesse quesito, Minas congrega, na região Sudeste, o maior número de municípios com alto grau de desenvolvimento: 255 (29,9% do total).
 Com base nos indicadores de educação, saúde, emprego e renda, o IFDM monitora o desenvolvimento socioeconômico nos 5.565 municípios do país a cada ano.
 Em relação a emprego e renda, no entanto, as cidades mineiras obtiveram desempenho inferior, com classificações intermediárias (regular e moderado). 
 O estudo, relativo a 2011 e divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mostra também que Minas é o único Estado do Sudeste com cidades que apresentaram baixo IFDM Saúde: 34. Água Boa, de 15 mil habitantes, no Vale do Rio Doce, foi a única do Sudeste com baixo desenvolvimento (0,3957).
 Nova Lima liderou o IFDM em 2011, depois de ocupar a 4ª posição no ano anterior. Uberlândia (Triângulo), porém, trocou o topo do ranking pela 6ª colocação. 
 Segundo o economista Jonathas Goulart, um dos autores do estudo, Nova Lima elevou o número de consultas do pré-natal e registrou significativa melhora no percentual de docentes com diploma superior no ensino fundamental. 
 O prefeito Cássio Magnani diz que a cidade de 83 mil habitantes tem o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) na Região Metropolitana de Belo Horizonte e que o Programa Saúde da Família conta com 16 equipes e abrange 85% da população. 
 Já Uberlândia, com 612 mil habitantes, apresentou recuo no índice de emprego e renda, apesar de ter avançado em educação e saúde. Foi a única cidade com queda no IFDM (-1,2%) no cômputo das dez melhores do ranking no Estado. “Mesmo assim, está em alto desenvolvimento”, acrescenta Goulart. 
 Para ele, a análise da evolução e do nível de desenvolvimento das regiões mineiras revela as particularidades da desigualdade. O Norte do Estado e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri concentram a maioria dos municípios com IFDM regular e baixo.

Economia dinâmica alavanca índices de saúde, emprego e renda

Presidente da Associação dos Municípios do Vale do Mucuri e prefeito de Nanuque, Ramon Miranda justifica a inclusão de quatro cidades da região na lista dos piores índices de desenvolvimento à total dependência do FPM e da ausência dos governos estadual e federal.
 Por outro lado, o crescimento puxado pelo dinamismo econômico se transfere às áreas de educação e saúde, como se nota em regiões de maior desenvolvimento, explica o economista da Firjan, Jonathas Goulart. 
 Um exemplo é Patos de Minas, no Alto Paranaíba, que saiu do 13º lugar para a vice-liderança no IFDM estadual. Além de manter o nível de atividade econômica, reduziu os percentuais de óbitos por causas não definidas e de internações sensíveis à atenção básica. A oferta de ensino infantil e a elevação da nota do Ideb também contribuíram.
Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado, pulou do 15º para o 3º lugar. Ampliou o atendimento à educação infantil, o percentual de professores com diploma de ensino superior e a nota do Ideb. Na saúde, reduziu a taxa de óbitos de menores de 5 anos por causas evitáveis.
 Para o prefeito Jefferson Mendes, esse avanço se deve à cidade que valoriza o diálogo e interação das culturas para melhorar a vida das pessoas. Em especial, à inovação tecnológica e ao empreendedorismo nas áreas do IFDM. 
 Em 4º lugar no ranking (antes era o 33º), Varginha comprova “a estrutura de sustentabilidade, que passa por educação e saúde”, diz o prefeito Antônio Silva. São mais de 10 mil estudantes na rede pública municipal. 

(Fonte: Ricardo Rodrigues - Hoje em Dia em 01/06/2014)
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